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riscos_e_rabiscos

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Pérolas: Mails de Lixo.

Há uns dias atrás, ao ir à caixa de email do meu Lovely Things, deparo-me com uma pérola destas que copiei ipsis verbis e colei aqui:

 

Olá.
Como você está?
Meu nome é Janet. Eu sou uma mulher me deparo com o seu perfil aqui, e gostaria de adicioná-lo comomeu amigo e estabelecer um relacionamento duradouro com you.You pode me encontrar no meu e-mail id.por favor Se você estiver interessado em saber mais sobre mim OK? para que eu possa lhe enviar minha foto e dizer mais sobre mim. Eu estarei esperando para ouvi-lo com amor,

seu adorável,
Janet.


Conclusões a que cheguei:

 

1º Esta coisa (sim, porque não é pessoa), não consegue distinguir coisas de pessoas ou homens de mulheres.

 

2º A coisa não sabe a que género sexual pertence, daí não saber fazer a concordância gramatical com o sujeito.

 

3º Eu não sou um gajo, portanto não posso ser amigo! No máximo seria amiga.

 

4º Relacionamentos com o meu príncipe.

 

5º Não estou interessada em saber absolutamente nadinha sobre a coisa.

 

6º Fotos, só minhas e de quem gosto. 

 

7º "Ouvi-lo com amor"? Então não era ver? Ah, e de novo, Eu não sou um gajo!

 

8º Ah, "tu" em português não se diz "you"... Volta para a escola! (Esta coisa deve ter sido colega do Relvas)

 

9º "adorável"? Tens-te em alta consideração!

 

10º Mas afinal és um gajo e chamas-te Janet? Confusingggg!

O Dia Dos Pês.

 

Mas o que será isto dos "pês", perguntam vocês.Foi desta que se lhe fundiram os fusíveis, pensarão as mentes mais venenosas. Mas para mal dos vossos pecados, ainda não foi desta! E os "pês" é um diminutivo gentil para... parvos!!!

 

Já devem imaginar o que vai sair daqui hoje, não é? Então vamos lá ao desenrolar da situação, que é como quem diz à escrita!

 

Saí eu de casa à mesma hora de sempre para ir para o convento, apressada quanto baste pois os autocarros não esperam por mim... ainda! Estou em negociações com a empresa de transportes.

Mas como estava dizer, ia a descer a rua quando vejo um varredor de ruas a correr desalmadamente rua abaixo e a gritar. Achei aquilo estranho. Dei mais uns passos e eis senão quando me deparo com a cena: um carrinho do lixo -daqueles de apanhar as porcarias do chão - a deslizar em alta velocidade rua abaixo e o varredor aos gritos atrás!

 

Só mesmo visto pois contado não tem graça! Foi uma cena surreal!

O varredor só conseguiu apanhar o carro porque este foi travado pelo embate contra um dos pinos da igreja. Giro, giro, teria sido se o carrinho tivesse sido atropelado por um autocarro! Era lixo a voar por todo o lado! Pê número um!

 

Na paragem do segundo autocarro, aguardo 12 minutos sentada pelo próxmo.

Entretenho-me a observar as pessoas e os carros que passam, ao mesmo tempo que vou olhando de soslaio para o placard que indica quantos minutos faltam para o bus passar.

Ao meu lado está um rapaz tipo torre a ler um jornal. Chega uma velhota. Debruça-se para cima de mim e quase se senta ao colo do rapaz que lhe diz: "a senhora não vê que eu estou aqui?" A mulher balbucia qualquer coisa e o rapaz só remata "não quer tirar-me o lugar mas já mo tirou". Pudera! Então não é que a mulher para ver o placard dos horários das camionetas quase se estava a colocar ao colo do rapaz? Porque é que não se inclinou para o lado oposto que até nem tinha uma "pata" da paragem e um tronco de árvore a tapar-lhe a visão?!? Pê número dois.

 

Já de regresso a casa, entro no bus e sento-me assim que posso para não me espalhar no meio do corredor. Subitamente o bus pára de novo. Só oiço a minha vizinha do lado reclamar "estas velhas são sempre a mesma coisa, são um atraso de vida". Foi então que reparei na minha companheira de viagem e caiu-me o queixo.

É preciso uma lata do caraças! então não é que a mulher parecia ter alguns 100 anos?! E o mais giro é que "as velhas" tinham idade para serem filhas dela!!! Se a minha companheira de viagem lhe tivesse chamado de dondocas, ainda vá... agora "velhas"? Pê número três.

 

 

Aventura Rocambolesca!

 

Sempre que vou para o meu colégio “mais velho” apanho sempre o bus das 14.25m. Assim como eu, a maioria das pessoas que aí embarcam são habitués. É como uma grande família que ali entra aquela hora mas onde ninguém diz nada a ninguém. Todos se conhecem mas ninguém se fala…

 

Um dia destes chovia a cântaros e há uma velhota que entra no bus. Vinha carregada com um carrinho de compras e com o chapéu-de-chuva aberto. Tal como estava, assim entrou. Mesmo que digam que chapéus-de-chuva abertos em casa dão azar… Suponho que esta superstição também se deve aplicar a camionetas.

 

Mais à frente entra um velhote, que é daqueles velhotes empregados pelas Câmaras Municipais para ajudar as crianças a atravessar as ruas quando saem das escolas, que tem um ar plácido e meigo e que se senta sempre no mesmo lugar.

 

Quis o destino que a velhota do chapéu-de-chuva e o velhote saíssem na mesma paragem. Mas enquanto a velhota saia pela porta da frente, o velhote descia pela porta de trás. Até aqui tudo bem.

O pior é que a velhota nunca fechou o chapéu-de-chuva e ao sair com toda a sua traquitana, ficou entalada na porta.

 

Perante os “ai, ai, ai” da velhota, o motorista todo aflito e atrapalhado, fecha as portas para desentalar a velhota. E é aqui que a coisa se dá. Para desentalar a velhota, entalou o velhote!!!

Quando finalmente sintoniza as portas e os desentalanços, o velhote sai da camioneta e solta um valente “C….lho!” e ainda se vira para o motorista e diz “você está bêbado ou quê?!”

 

O meu queixo caiu ao chão pois nunca imaginei que o velhote proferisse uma obscenidade destas… É que ele tem um ar tão angelical! De início ficou tudo estupefacto e sem reacção mas após o choque inicial, caiu tudo numa risota à socapa! Eheheheh!